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06. Relatório: Testes e Correções

  • Writer: Armanda Baptista
    Armanda Baptista
  • Jun 15
  • 3 min read

Introdução

Após a fase de prototipagem, durante a qual foram desenvolvidos os estudos de modelação, impressão 3D, projeção e adaptação ao espaço expositivo, procedeu-se à realização de testes físicos de implantação e visualização da instalação. Esta fase teve como principal objetivo validar a integração entre os diferentes componentes do artefacto, identificar limitações técnicas e espaciais e introduzir correções que permitissem aproximar a instalação da sua configuração final.


1. Consolidação dos aspetos tecnológicos

Durante esta fase foi realizada uma sessão de testes com a escultura em escala real, permitindo pela primeira vez avaliar a relação entre o objeto físico, a almofada e a projeção de partículas digitais.


A projeção foi efetuada utilizando o projetor de curta distância previamente adquirido, possibilitando a observação do comportamento da imagem sobre a superfície da almofada e a avaliação da sua legibilidade visual em contexto real. Estes testes permitiram confirmar a viabilidade da solução de projeção superior inicialmente prevista, bem como identificar aspetos suscetíveis de otimização.


Paralelamente, foi desenvolvida uma nova versão da animação de partículas digitais. Comparativamente aos testes anteriores, verificou-se que o movimento das partículas apresentava uma velocidade excessiva, comprometendo a dimensão contemplativa da instalação. Em resposta a esta observação, foi produzida uma nova versão com movimento mais lento, reforçando a sensação de erosão gradual e transformação contínua pretendida pelo projeto.



2. Integração de diferentes tecnologias

Os testes realizados permitiram integrar pela segunda vez os principais elementos da instalação: escultura impressa em 3D, almofada, projeção digital e animação de partículas.


Esta fase revelou-se particularmente importante para compreender a forma como os diferentes componentes dialogam entre si no espaço físico. Verificou-se que a projeção sobre a almofada reforça visualmente a ideia de erosão e impermanência, contribuindo para a construção da atmosfera contemplativa pretendida.


A integração entre objeto físico e animação de partículas projetada demonstrou igualmente a importância da escala real para a perceção da obra (Figura 1), permitindo avaliar proporções, visibilidade e impacto visual da instalação.






3.Implantação do artefacto

Os testes foram realizados numa sala existente, utilizada como espaço experimental de implantação. Embora este contexto não corresponda às condições expositivas ideais inicialmente previstas, permitiu avaliar a instalação em ambiente real e identificar constrangimentos associados à luz ambiente, posicionamento do projetor e circulação do observador.


Contudo, concluiu-se que a construção da estrutura inicialmente prevista (Figura 2) não seria viável para esta fase de testes, pelo que foi adotada uma solução temporária alternativa (Figura 3). Esta consistiu na utilização de suportes desmontáveis semelhantes aos utilizados em sistemas de chroma key ou fundos fotográficos, permitindo suspender o projetor acima da instalação de forma rápida e flexível.


Esta solução (Figura 3) será considerada como alternativa de reserva durante a montagem em Portugal, caso não seja possível construir a estrutura expositiva inicialmente prevista (Figura 2) para controlo de luz ambiente.




4. Testes com público restrito

A instalação foi apresentada a duas pessoas num contexto informal de observação (Figura 4). O objetivo consistiu em recolher impressões preliminares sobre a leitura visual da obra, o comportamento da projeção e a perceção geral da experiência.


Embora não tenha sido realizado um protocolo formal de avaliação, a sessão permitiu observar a forma como os participantes se relacionavam com a instalação e identificar aspetos relevantes para o seu desenvolvimento. Entre estes destacou-se a importância do ponto inicial de observação da obra, permitindo refletir sobre a orientação da instalação no espaço expositivo e sobre a forma como o visitante estabelece o primeiro contacto visual com o artefacto.





5. Análise das reações e alterações introduzidas

Os participantes identificaram de forma clara a relação entre o corpo imóvel e o movimento das partículas, interpretando a instalação como uma experiência contemplativa associada à passagem do tempo e à transformação.


Entre os aspetos identificados durante a sessão destacou-se a velocidade excessiva do movimento das partículas na versão anteriormente desenvolvida. Esta observação confirmou uma preocupação já identificada durante o processo de produção, conduzindo à criação de uma nova versão da animação com movimento mais lento e gradual.


6. Conclusão

A fase de testes e correções permitiu validar a viabilidade técnica da instalação em escala real e introduzir melhorias significativas ao nível da animação, implantação e logística expositiva. Os testes realizados contribuíram para consolidar a integração entre escultura, projeção e espaço, ao mesmo tempo que permitiram identificar soluções mais adequadas para a apresentação final da obra.


As alterações realizadas nesta fase contribuíram para consolidar a configuração expositiva da instalação, preparando o desenvolvimento da etapa final de intervenção, montagem e apresentação pública do artefacto.



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